POR QUE TER METAS?

POR QUE TER METAS?

Por Coltri Junior –


Muito se fala sobre metas. Pouco se faz. E, muitos que as estabelecem, não conseguem geri-las. É claro que lidar com elas não é fácil, principalmente quando não se tem o hábito. Porém, metas dão norte (ou sul, como prefira) para que possamos organizar e otimizar nossas ações.

Para facilitar a compreensão, antes de tudo, é importante tratarmos de duas definições: objetivos e metas. Vale dizer que há divergências de entendimento sobre elas. A que mais gosto diz que objetivos são o ponto final, o ponto de chegada. Metas são pontos de controle no meio do caminho e tem como importância estabelecer posições de métrica e comparações para vermos se estamos no caminho correto. Porém, para maior facilidade de comunicação, vou chamar ambas de meta.

Muitas pessoas acreditam que metas dão potência. Por isso, alguns chegam até evitar defini-las, acreditando não precisar delas. Isso é falso! Metas não dão potência.

Segundo Cunha (2010), potência é igual a poder, que é a faculdade de fazer alguma coisa. Temos o poder de fazer muitas coisas. Ele nos é ilimitado. A questão é que não temos ideia do que podemos fazer. Trago aqui dois casos muito impactantes:

O primeiro ocorreu em 1996, nos EUA. Uma família brasileira estava viajando por lá, quando um de seus filhos, um menino de 7 anos, foi atacado por um jacaré. O pai e a mãe não pensaram duas vezes, enfrentaram o réptil e salvaram o filho.

O segundo foi em Franca/SP, em 2007, quando uma mãe, que não sabia nadar, entrou em um reservatório de água para salvar seu filho de morrer afogado. Foi se segurando no que podia, até alcançar a criança e sair. Teve êxito.

Nesses dois casos, na hora H, o que as pessoas fizeram? Direcionaram, centraram, focaram sua potência em algo único. Por isso conseguiram a proeza. Se é assim em casos extremos, no nosso dia a dia é muito mais fácil conseguirmos aquilo que queremos.

Assim, precisamos compreender que a meta não é expansiva, mas limitadora, em essência. Porém gera limite de forma sadia, já que canaliza a potência (que normalmente age em nós de forma dispersa) para aquilo que temos como marca a ser atingida.

Dessa forma, se quisermos chegar e manter o sucesso na nossa vida pessoal e na nossa empresa, precisamos definir metas. Elas, por meio da medição de seus indicadores, fazem com que possamos delimitar nossas ações naquilo que gerará nexo causal entre ato e resultado pretendido.

Nas organizações, as metas ganham mais importância ainda, já que tornam socializados os resultados pretendidos, proporcionando otimização de gastos, investimentos, utilização de insumos e de força de trabalho, dentre outros. Shinyashiki (2015) nos diz que um dos grandes erros profissionais é cada vez trabalhar mais. O que traz resultado é trabalhar certo, ou seja, agir em função daquilo que realmente trará resultados. E o que é isso, se não a canalização da potência?

Tracy (2005), um dos principais autores sobre o tema, diz: “o potencial de uma pessoa comum é como um enorme oceano que ninguém singrou, um continente que ainda não foi explorado, um mundo de possibilidades à espera de serem liberadas e canalizadas para algo muito bom”. Então veja: a ideia é organizar, direcionar e otimizar esforços em busca desse algo muito bom que desejamos. E a principal ferramenta para isso é o pensamento dominante traduzido em meta. Ele não nos deixa sossegar enquanto não realizamos aquilo que o determina.

Portanto, metas nos mostram o ponto de chegada (o final – objetivo) e o próximo ponto de controle (que nos mostra se estamos no caminho certo); canalizam nossa potência; delimitam nossos esforços; e não deixam que tudo isso saia de nossa mente (pensamento dominante).

É mais ou menos o que diz Biquíni Cavadão em Dani (BRUNO, 2005): “Dane-se a moda, se é brega ou Armani / Dane-se tudo que não tiver Dani / Só penso nela / quem é ela? / O nome dela / É Daniela”.

Pense nisso, se quiser, é claro!


Prof. Coltri Junior é palestrante, administrador de empresas com ênfase em marketing, consultor organizacional e educacional, especialista em RH, mestre em educação e professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br – E-mail: coltri@coltri.com.br – facebook.com/coltrijr

Referências:

BRUNO. et al. Dani. Intérprete: Biquini Cavadão. In: Biquini Cavadão – Dani. Sonopress 2005. 1 CD. Faixa 1.

CUNHA, Antônio G. Dicionário etimológico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexikon, 2010

SHINYASHIKI, Roberto. A Nova Lógica do Sucesso. São Paulo: Gente, 2015.

TRACY, Brian. Metas. Rio de Janeiro: Best Seller, 2005

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